3 Abril 2026

O Mercado Alternativo de Smartphones: Da Privacidade Finlandesa ao Hardware Utilitário

Mudança de rota e o fim do Windows 10X

A Microsoft passou anos tentando emplacar uma versão mais leve do seu sistema operacional. A ideia era bater de frente com o Chrome OS. Só que essa missão não tem sido nada fácil. Depois de tentativas que não vingaram, como o Windows RT lá em 2012 e o Windows 10 S em 2017, a aposta da vez seria o Windows 10X. Ele chegaria ao mercado em 2021 trazendo uma interface simplificada, pensada sob medida para dispositivos de tela dupla, a exemplo do Surface Neo. Acontece que os planos mudaram. A empresa confirmou naquela terça-feira, dia 18, o cancelamento definitivo do projeto.

Reaproveitando o que deu certo

Em vez de jogar tudo no lixo, a gigante da tecnologia decidiu ser mais prática. John Cable, chefe de manutenção e entrega do Windows, explicou que a estratégia agora é pegar os aprendizados acumulados e acelerar a integração da tecnologia do 10X diretamente em outras partes do ecossistema da empresa.

Na prática, algumas dessas novidades já começaram a dar as caras no Windows 10. Os usuários ganharam recursos como uma tecnologia inédita de contêiner de aplicativos, digitação por voz mais inteligente e um teclado touch modernizado. A Microsoft liberou uma atualização menor em maio, mas deixou o pacote pesado para outubro. Esse update maior foca em mudanças visuais importantes, substituindo ícones que estavam lá desde a época do Windows XP e trazendo melhorias consideráveis para o explorador de arquivos. O pacote também resolve aquele bug chato de reorganização de janelas em múltiplos monitores, adiciona o Xbox Auto HDR e melhora o suporte para áudio via Bluetooth. Com essa mudança brutal de foco, o lançamento do Surface Neo acabou indo para a geladeira por tempo indeterminado.

O cenário atual e a soberania do Windows 11

Todo esse movimento de modernização do passado pavimentou o caminho para o que vemos hoje nos PCs. A Microsoft costuma fazer mistério sobre seus números oficiais, mas a Valve resolve esse problema todo início de mês com a tradicional pesquisa de hardware e software do Steam. E os dados mais recentes são muito claros: o Windows 11 é o rei absoluto entre os gamers.

Apesar de qualquer resistência inicial, o sistema abocanha impressionantes 66,65% de participação na plataforma, uma leve queda de 0,06 pontos. O Windows 10, que herdou as inovações do finado 10X, aparece em um distante segundo lugar com 25,36% do mercado. Como curiosidade, o velho guerreiro Windows 7 ainda respira por aparelhos, rodando em 0,08% dos computadores pesquisados.

O hardware favorito dos jogadores

O levantamento do Steam, que reúne dados anônimos de forma opcional, é a principal bússola da Valve para decidir os próximos investimentos em tecnologia. E ele mostra exatamente o que a galera tem no gabinete hoje em dia.

A configuração mais popular do momento roda com 16 GB de memória RAM (40,97%), um processador de seis núcleos (27,77%) e monitores com resolução 1080p. Na parte gráfica, as placas de vídeo com 8 GB de VRAM dominam 27,52% das máquinas, sendo a NVIDIA RTX 3060 o modelo exato mais usado (3,92%). Falando em placa de vídeo, a preferência da comunidade é esmagadora. Mesmo com algumas polêmicas recentes, a NVIDIA continua dona do pedaço com massivos 72,83% de mercado, deixando a AMD na vice-liderança com 18,55%. Já na briga dos processadores a disputa esquenta bastante. A Intel mantém a ponta com 54,98% da fatia, seguida de muito perto pela AMD, que já alcança 45,02%.